O rapper moçambicano K9 manifestou-se nas redes sociais contra um texto presente no livro da 8ª classe, que, segundo ele, retrata de forma injusta e desrespeitosa o falecido rapper Azagaia. Na sua publicação, K9 questiona a abordagem do material educativo, acusando-o de reduzir o legado de um dos maiores liricistas de Moçambique e da lusofonia a uma narrativa distorcida.
Azagaia, conhecido pelas suas letras politicamente engajadas e pela sua coragem em denunciar injustiças sociais, é uma figura de grande impacto na música moçambicana. No entanto, o texto escolar parece focar-se em aspetos polémicos da sua vida pessoal, algo que gerou indignação entre fãs e artistas.
K9 destacou que Azagaia sofria de epilepsia e usava medicamentos para tratar a condição, refutando qualquer insinuação de envolvimento com substâncias ilícitas. O rapper também criticou a suposta seletividade do conteúdo educativo, questionando por que crimes mais graves, como atropelamentos causados por condutores sob efeito de álcool e drogas, não recebem a mesma atenção nos livros escolares.
A publicação de K9 gerou uma onda de apoio nas redes sociais, com muitos fãs e artistas a exigirem uma revisão do material didático. A polémica reacende o debate sobre como figuras públicas e referências culturais são retratadas nos conteúdos educativos e o impacto que tais abordagens podem ter na preservação da história e do legado artístico nacional.





















