O rapper moçambicano K9 voltou a levantar um tema que gera debates constantes no meio artístico: a valorização da música nacional. Numa publicação recente, o artista destacou que os cantores estrangeiros, especialmente os brasileiros, têm conquistado grande espaço em Moçambique, mesmo quando muitos deles não têm ligação direta com o país.
Segundo K9, enquanto os músicos moçambicanos “gymam maningue” para divulgar as suas obras, o público local prefere consumir artistas de fora. “O cantor de Moz gyma maningue para sua música ser divulgada, num público que já nem vive em Moz”, ironizou o rapper, acrescentando que o problema não está nos artistas nacionais, mas sim na falta de compromisso do público.
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Para o músico, há uma tendência clara: os moçambicanos buscam mais “pauladas” e entretenimento do que música séria. Apesar disso, K9 não deixou de parabenizar Banana por Talento, reconhecendo a criatividade e o impacto do jovem criador, a quem chamou de “um hit”.
O artista foi ainda mais direto ao apontar que muitos consumidores não assumem a sua parcela de responsabilidade nesta realidade. “O público é que não quer música a sério aqui”, escreveu, acrescentando que, nos comentários, as justificações são sempre as mesmas: ou marketing, ou política.
Com um tom crítico, mas também reflexivo, K9 deixou claro que a conversa não é sobre partidos, nem sobre estratégias de mercado, mas sim sobre os hábitos de consumo cultural do próprio público moçambicano.





















