Na primeira edição da segunda temporada, destacamos a presença marcante de Jushua, uma das maiores promessas da música moçambicana. Com uma trajetória que inclui quatro participações e vitórias em reality shows nacionais, Jushua revela sua paixão pela música desde a adolescência, quando integrava o grupo coral da igreja.
Sua jornada profissional teve início em 2012, ao vencer o “Casa dos Sonhos”. Posteriormente, participou em mais três reality shows renomados, como “Elite-Voice”, “Desafio Total” e “Vozes que Encantam” esse último em 2021. Em uma entrevista reveladora com Apathany, Jushua compartilha que essas experiências foram uma verdadeira formação, abordando aspectos como canto técnico, apresentação em palco, preparação vocal e interação com o público.
Ao discutir o panorama musical atual e o papel dos artistas da nova geração, Jushua não hesita em apontar desafios e oferecer perspectivas valiosas. Ele destaca a necessidade de descentralização de ritmos, ressaltando que embora a descentralização territorial tenha ocorrido, há uma predominância de replicadores em detrimento de criativos. “O mercado precisa de descentralização de rítmos, felizmente ultrapassamos a descentralização territorial, temos muitos Artistas de Norte e Centro fazendo Sucesso no Pais, mas o problema são mesmos rítmos, há pouco espaço pra criativos, e muito pra replicadores”, disse Jushua.
O jovem também aborda a escassez de oportunidades para muitos artistas, evidenciando um desequilíbrio entre oferta e demanda. Ele critica a falta de um empresariado ativo, capaz de investir em talentos emergentes, contrastando com países onde empresários entendem o processo de desenvolvimento artístico e não veem investir em jovens promissores como uma perda.
“Em Países com um empresariado activo para parcerias inteligentes com agentes da Cultura (Músicos), os empresários intendem sobre o processo de lapidação de um Artista, isto é, não se sentem a perder em investir num jovem anónimo que apenas tenha talento e ‘vida’, apenas, eles têem paciência para fazer o Artista, aqui não, o empresariado é explorador, aparece somente quando finalmente consegues sair do poço” afirma Jushua.
O jovem artista enaltece a iniciativa de “Vozes da Pérola do Índico” como um projeto que desafia o sistema vigente, proporcionando uma plataforma para talentos emergentes. Ele expressa otimismo de que essa abordagem resultará no surgimento de jovens talentosos que, de outra forma, permaneceriam no anonimato. “Desde já parabenizar este projecto que não compactua com o sistema, quero acreditar que muitos jovens talentosos irão sair do anonimato através dessa iniciativa, e todos crescemos” Adisse.
Finalizando sua reflexão, Jushua destaca os desafios enfrentados pelos novos artistas como uma espécie de peneiração, acreditando que superar obstáculos contribuirá para a qualidade do cenário musical. “Apesar de todos desafios que os new-cammers enfrentam pra sair do anonimato, penso que é, em parte uma boa peneiração, quanto mais dificil for o teste, mais classificados de qualidade teremos”, concluiu.
Com sua estreia marcada para o dia 25 deste mês no “Vozes da Pérola do Índico”, Jushua promete adicionar uma nota distintiva à rica tapeçaria da música moçambicana.











































