Teve lugar hoje a audiência preliminar do caso que envolve a escritora moçambicana Paulina Chiziane e a sua equipe, composta por Eduardo Salmo e Vieira Mário, contra três membros da Igreja Divina Esperança.
Durante a sessão, foi decidido que o processo seguirá para julgamento, conforme confirmou a própria escritora. “Hoje tivemos a audiência preliminar e o processo vai mesmo ao julgamento”, declarou Paulina Chiziane após a audiência.
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Em declarações aos órgãos de comunicação, a autora de Niketche e primeira mulher moçambicana a vencer o Prémio Camões, deixou uma reflexão contundente sobre o tema da liberdade e da manipulação religiosa. “Há uma coisa que eu gostaria que as pessoas soubessem: eu sempre disse que a nova colonização virá em forma de religião. Não é religião, mas em forma de religião”, afirmou.
A escritora destacou ainda a importância de manter um olhar crítico sobre certas práticas e discursos religiosos que, segundo ela, podem mascarar formas de dominação e exploração espiritual e social.
O caso agora seguirá para a fase de julgamento, onde serão apresentadas as provas e ouvidas as partes envolvidas. Entretanto, a posição firme de Paulina Chiziane reforça o seu papel como uma das vozes mais atentas e críticas do panorama cultural e social moçambicano.





















