Case Buyakah: “As Televisões Já Não São de Confiança” – Reflexão sobre a Mídia em Moçambique

O cantor e vídeo maker moçambicano Case Buyakah compartilhou recentemente nas redes sociais uma crítica contundente aos meios de comunicação tradicionais, especialmente às televisões e telejornais. Em seu desabafo, Buyakah expressou sua crescente desconfiança em relação à mídia, afirmando: “Definitivamente as televisões já não são de confiança quanto aos telejornais. Já sabia em teoria, mas agora estou a ver na prática mesmo que já não há nada…”.

A declaração do artista reflete um sentimento que vem crescendo não só em Moçambique, mas em muitos lugares do mundo. A confiança do público nos meios de comunicação tradicionais tem sido abalada por questões como parcialidade, falta de diversidade de opiniões e uma crescente percepção de manipulação de informações. A crise de credibilidade da mídia torna-se ainda mais evidente em tempos de crises sociais e políticas, quando a população busca informações precisas e transparentes.

Buyakah, como figura pública e ativa na produção de conteúdo, possui uma visão particular sobre a comunicação de massa e seus impactos na sociedade. Sua experiência no meio audiovisual e seu contato direto com o público permitem que ele perceba como a opinião pública se transforma em relação à mídia. A frustração expressa em seu desabafo nas redes sociais evidencia que, para ele, a realidade transmitida pelos telejornais não corresponde mais ao cotidiano das pessoas.

A declaração de Buyakah também levanta uma questão importante sobre o papel das redes sociais e das plataformas de vídeo como fontes alternativas de informação. Muitos, como ele, têm recorrido a esses meios para buscar notícias de uma maneira mais autêntica e menos filtrada. As redes sociais, embora também tenham suas limitações e desafios de veracidade, permitem um acesso direto a relatos e testemunhos de diversas vozes, incluindo aquelas que podem estar à margem dos interesses dos grandes veículos.

As plataformas digitais, ao oferecerem uma visão mais descentralizada dos acontecimentos, tornam-se cada vez mais atrativas para artistas, influenciadores e público em geral. Case Buyakah, sendo ele próprio um criador de conteúdo, entende o poder dessas plataformas para alcançar uma audiência de forma menos mediada, onde a autenticidade e a liberdade de expressão são valorizadas.

O Impacto na Relação entre Mídia e Sociedade

A crise de confiança na mídia tradicional é um desafio que exige reflexão e adaptação. Para os meios de comunicação moçambicanos, a crítica de Buyakah pode ser vista como um alerta. Em uma era em que o público está cada vez mais consciente das escolhas editoriais e da forma como as informações são transmitidas, é fundamental que as televisões e telejornais busquem maneiras de reconquistar a credibilidade perdida. A transparência, o compromisso com a verdade e a abertura para múltiplas perspectivas são elementos essenciais para restabelecer a confiança do público.

O desabafo de Case Buyakah, portanto, não é apenas uma opinião isolada; ele reflete uma inquietação mais ampla e compartilhada por muitos. Como artista e comunicador, ele vocaliza uma frustração que pode motivar uma discussão necessária sobre o futuro da mídia em Moçambique e o papel dos meios alternativos na construção de uma sociedade informada e crítica.

Um Chamado à Reflexão

A declaração de Case Buyakah é, em última instância, um convite para que o público e os próprios meios de comunicação reflitam sobre o que é realmente essencial para construir uma mídia confiável. Em uma época de rápidas mudanças tecnológicas e sociais, o compromisso com uma comunicação honesta e transparente pode ser a chave para restaurar a relação entre os meios de comunicação e o público moçambicano.

A crítica de Buyakah traz à tona a necessidade de um novo olhar sobre o papel da mídia e dos conteúdos que consumimos, seja na televisão, no telejornal, ou nas redes sociais. Ela nos lembra que a confiança é um valor que precisa ser constantemente cultivado e que, quando perdido, dificilmente se reconquista.

 

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