Baía de Pemba e Textáfrica Competem Sem Licença no Moçambola-2024

Segundo jornal Desafio os dois clubes históricos do futebol moçambicano, o Baía de Pemba e o Textáfrica do Chimoio, encontram-se a competir de forma irregular no Moçambola-2024. Ambos os clubes não obtiveram a licença necessária para participar no campeonato, após o Órgão de Apelo da Comissão de Licenciamento de Clubes ter rejeitado os seus recursos. A decisão seguiu-se à comunicação do Órgão de Primeira Instância (OPI), que havia retirado a licença devido a incumprimentos das normas estabelecidas.

Apesar da falta de regularização, a Federação Moçambicana de Futebol (FMF) ainda não afastou oficialmente as duas equipas da maior competição futebolística nacional, como prevê o Regulamento de Licenciamento. Segundo o regulamento, os clubes que não cumprem os requisitos de licenciamento podem ser impedidos de inscrever jogadores na temporada seguinte, caso as suas situações financeiras e administrativas não sejam resolvidas a tempo.

Um dos principais problemas enfrentados pelo Baía de Pemba é o atraso no pagamento de salários aos seus jogadores. Atualmente, os atletas estão sem receber há quatro meses, e para os jogadores e treinadores que continuam no clube desde a temporada passada, a dívida é ainda maior, somando mais dois meses de remuneração pendente. Durante a semana anterior à partida contra o Costa do Sol, válida pela 19ª jornada do Moçambola, os jogadores do Baía de Pemba enfrentaram uma situação crítica, ficando mais de quatro dias sem tomar refeições adequadas devido à falta de pagamento.

A crise financeira do clube tem afectado o desempenho da equipa, que, apesar das dificuldades, continua a competir no campeonato. A ausência de uma resolução da FMF quanto à situação do Baía de Pemba e do Textáfrica levanta questões sobre a aplicação das regras e a equidade entre os clubes participantes.

Com o campeonato a avançar, a incerteza quanto à continuidade das equipas no Moçambola 2024 permanece, enquanto os jogadores lutam não só pelos pontos em campo, mas também por condições básicas de trabalho e subsistência. A expectativa é que a FMF tome uma decisão definitiva em breve, assegurando o cumprimento do regulamento e a justiça para todos os clubes envolvidos na competição.

 

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