A 17 dias da realização da 3.ª edição da gala dos Mídia Club Awards 2025, o jornalista e ativista social Clemente Carlos, nomeado na categoria de “Comunicador e Influêncer Digital”, recorreu às suas redes sociais para dirigir uma Carta Aberta à organização do evento, apelando à transparência e à auditabilidade do processo de votação.
Na carta, Clemente começa por reconhecer o mérito da iniciativa do Media Club, sublinhando o papel importante que o prémio desempenha na valorização dos comunicadores moçambicanos e dos órgãos de comunicação, tanto tradicionais como digitais. Contudo, o jornalista expressa uma preocupação legítima quanto à forma como decorre o processo de votação, que, segundo ele, carece de maior clareza e acompanhamento público.
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“Vivemos num mundo cada vez mais digitalizado, onde a tecnologia oferece ferramentas avançadas para a votação eletrónica, auditável e verificável em tempo real. Diante disso, não se compreende a opção pelo secretismo num processo que, por natureza, deveria ser público e transparente”, escreveu.
O jornalista reforça que a cobrança por voto altera a natureza da participação, transformando-a numa espécie de aposta, o que justifica ainda mais a necessidade de transparência:
“Quando o voto tem um custo, o processo deixa de ser apenas uma participação simbólica — transforma-se, de certa forma, numa aposta. E, como em qualquer aposta, os participantes esperam poder acompanhar a tendência do jogo, para compreenderem e aceitarem o resultado final com confiança.”
Para sustentar o seu argumento, Clemente cita o exemplo do Ngoma Moçambique, um concurso musical que permite aos votantes acompanhar a evolução dos votos em tempo real — modelo que, segundo ele, reforça a credibilidade e a confiança do público.
“A título de exemplo, mencionamos o Ngoma Moçambique, uma iniciativa que premeia músicos moçambicanos e que permite aos votantes acompanhar a evolução dos votos em tempo real.”
O apelo de Clemente termina com um pedido direto ao Media Club para considerar a adoção de um sistema mais transparente e auditável, sublinhando que a transparência “não fragiliza, mas fortalece” qualquer instituição que premeia o mérito e a credibilidade no ecossistema mediático moçambicano.
A Carta Aberta de Clemente Carlos tem vindo a gerar discussão nas redes sociais, com vários profissionais da comunicação e cidadãos a partilharem opiniões sobre a necessidade de maior clareza nos processos de votação em iniciativas de premiação nacionais.





















