Stewart Sukuma lidera marcha contra assassinatos e feminicídios em Maputo

Na manhã de hoje, o cantor e ativista Stewart Sukuma esteve à frente de uma marcha de repúdio aos assassinatos e feminicídios, realizada em Maputo. Apesar da gravidade do problema, a adesão foi reduzida, evidenciando o quanto ainda falta mobilizar a sociedade para enfrentar esta realidade.

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Em discurso, Stewart Sukuma lembrou que a violência contra as mulheres continua a crescer, num contexto de políticas frágeis de proteção e de uma segurança pública insuficiente para responder ao problema. O músico alertou que este não é um desafio exclusivo de Moçambique, mas sim um fenómeno global, cuja dimensão só é realmente percebida quando atinge diretamente famílias e lares.

O artista sublinhou ainda que o silêncio é o maior aliado da violência, lamentando que até mesmo familiares das vítimas não tenham marcado presença, muitas vezes por medo, dor ou descrença. “Não podemos esperar milagres. Se não reagirmos, nada mudará”, afirmou, defendendo a necessidade de ocupar as ruas, dialogar com as autoridades e exigir medidas concretas.

Representantes da polícia também estiveram presentes num workshop integrado no evento, sinal de que é possível construir pontes e buscar soluções conjuntas. Para Stewart Sukuma, no entanto, só haverá avanços com um compromisso real e contínuo.

O músico fez ainda questão de reconhecer a importância das mulheres que estiveram na marcha e destacou a coragem dos dez homens que se juntaram à causa, reforçando que esta luta não pode ser de alguns, mas sim de todos os cidadãos, instituições e vozes que se levantam contra a violência.

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