Com cinco meses desde o seu lançamento, o projeto “Só Elas”, idealizado pela cantora e escritora Tchakaze, tem-se destacado como uma iniciativa pioneira na valorização e afirmação das mulheres em Moçambique. O projeto combina música, literatura, dança e outras formas de expressão artística, colocando as mulheres no centro do palco e promovendo a igualdade de género.
Segundo Tchakaze, o impacto do projeto vai muito além da arte:
“O ‘Só Elas’ combate a invisibilidade, cria modelos de referência e fortalece a identidade cultural, celebrando a diversidade e a resiliência das mulheres moçambicanas.”
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Entre os principais contributos do projeto, estão:
- Combate à invisibilidade: assegurando que as vozes e talentos femininos sejam vistos e ouvidos, desafiando narrativas tradicionais que frequentemente relegam as mulheres a segundo plano.
- Criação de modelos de referência: inspirando meninas e jovens a perceber que é possível alcançar sucesso e reconhecimento em áreas culturais e sociais, quebrando estereótipos.
- Fortalecimento da identidade: celebrando a riqueza da cultura moçambicana sob uma perspectiva feminina, valorizando histórias, tradições e resiliência.
Abrindo espaço para debates sobre igualdade de género
O projeto também funciona como catalisador para discussões sobre igualdade de género e empoderamento feminino. Ao mostrar trabalhos artísticos de mulheres, o “Só Elas” levanta questões importantes sobre:
- Poder e representação: quem está a contar as histórias em Moçambique?
- Inclusão social e económica: oferecendo soluções para acesso desigual à educação, oportunidades de trabalho e recursos.
- Violência de género: denunciando discriminação e injustiças e criando um espaço seguro para diálogo.
Desafios que persistem
Apesar dos avanços, Tchakaze salienta que as mulheres ainda enfrentam desafios significativos, como barreiras culturais e patriarcais, falta de financiamento e apoio para projetos artísticos, e desigualdade no acesso à educação e qualificação, principalmente nas áreas rurais.
Estratégias para ampliar o impacto
O “Só Elas” pretende expandir o seu alcance através de:
- Oficinas e formações: em artes, gestão cultural e empreendedorismo, diretamente nas comunidades.
- Parcerias com a sociedade civil: trabalhando com ONGs e grupos comunitários que abordam questões de género, saúde e educação.
- Uso de plataformas diversas: incluindo rádio comunitária, teatro de rua e plataformas digitais, para alcançar um público mais vasto e diversificado.
Tchakaze destaca que o sucesso dessas estratégias depende também do apoio financeiro, essencial para que o projeto alcance todo o seu potencial.
O futuro do “Só Elas”
Olhando para os próximos cinco anos, Tchakaze imagina o “Só Elas” como uma plataforma sustentável e reconhecida, capaz de deixar um legado duradouro:
- Espaço de pertencimento: onde mulheres se sintam representadas e empoderadas para criar e expressar-se.
- Normalização do sucesso feminino: mulheres ocupando posições de liderança na cultura e na sociedade.
- Herança de resiliência e força: mostrando que criatividade, determinação e solidariedade podem transformar a sociedade e construir um futuro mais justo e equitativo.
O projeto “Só Elas” é, assim, mais do que arte: é um movimento que une cultura e empoderamento social, abrindo caminhos para que cada vez mais mulheres em Moçambique tenham voz, visibilidade e oportunidades.






















