O rapper moçambicano K9 voltou a usar as suas redes sociais como meio de partilha de reflexões sociais, destacando a necessidade de maior atenção das autoridades face ao aumento de casos de mpox no país. Numa mensagem carregada de preocupação, o artista sublinhou a importância de uma comunicação mais ativa por parte do Ministério da Saúde, sugerindo que já deveria ter havido uma conferência de imprensa com orientações claras, incluindo o uso obrigatório de máscaras.
As palavras de K9 ganham ainda mais peso diante dos dados mais recentes: Moçambique registou mais dois casos de mpox nas últimas 24 horas, elevando o total de infecções confirmadas para 31 em apenas três semanas. O número de casos suspeitos também aumentou, totalizando 185 segundo as autoridades de saúde.
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O rapper também levantou uma questão sensível e recorrente no debate público africano: a possível origem fabricada de doenças que historicamente atingem com força o continente, como o ebola, HIV, coronavírus, câncer e agora a mpox. “Sabemos bem porquê… só continuamos a pensar que os ‘colonos’ são ‘santos’”, afirmou K9, apontando para a necessidade de maior vigilância e questionamento por parte das sociedades africanas.
O artista aproveitou ainda para refletir sobre os obstáculos internos que comprometem a capacidade de resposta dos países africanos. K9 destacou a urgência de uma maior organização e proteção, alertando para os impactos destrutivos da corrupção e da ganância. “Estão a matar-se sem saber… poder sem inteligência e sem consciência, é suicídio familiar, intelectual, financeiro, espiritual e cultural”, escreveu.
Conhecido pelo seu envolvimento em causas sociais, K9 reafirma com esta intervenção que a música e a arte também são instrumentos de mobilização e consciência. Numa altura em que a saúde pública volta a estar em risco, a sua voz surge como um apelo à responsabilidade tanto das autoridades como dos cidadãos e à necessidade urgente de agir com clareza, estratégia e solidariedade.






















