Hoje, o cantor e compositor moçambicano Nelson Tivane decidiu abrir o coração e partilhar com o público a sua história de vida uma trajetória de superação que começa nas ruas da Polana Caniço “A” e chega ao reconhecimento nacional e internacional.
Nascido e criado num dos bairros mais temidos da cidade de Maputo, conhecido na época como “bairro dos homens catana”, Nelson cresceu rodeado por desafios e tentações comuns a muitos jovens em contextos de vulnerabilidade: criminalidade, drogas, álcool, abandono escolar e violência urbana. Mas ele escolheu um caminho diferente. Com fé e amor pela música, o jovem abraçou Deus e os acordes da guitarra como suas maiores forças.
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Na narrativa partilhada por ele próprio, Nelson recorda a importância de seu primo Muzimba, que o introduziu a clássicos da música como Kappa 10, Gorowanes, Soul Brothers, Ringo e Hugo Massikele. Aprendeu a tocar guitarra com os primos da família Massinga Acácio, Izelino e Sipho e mesmo sendo alvo de chacota por carregar o instrumento nas costas, seguiu firme, alimentado por um sonho.
“O Compositor”, como hoje é conhecido, transformou cada dor em arte e cada obstáculo em força. Ele é hoje uma voz respeitada no panorama artístico nacional, não apenas pela qualidade do seu trabalho musical, mas sobretudo pela profundidade da sua história de vida uma história que ele próprio faz questão de narrar ao público, com autenticidade e gratidão.
Nelson aproveitou a partilha para agradecer à sua mãe, Dona Verónica Jaime Tivane, e à sua falecida avó, Vovó Massinga, por todo o amor, educação e resiliência. Fez ainda questão de reconhecer o papel essencial da sua companheira Orpa, seus filhos, sua família e todos aqueles que acreditaram no seu talento quando poucos o faziam.
Com orgulho, Nelson Tivane afirma que é um testemunho vivo de que é possível vencer sem ceder aos atalhos da vida. E embora já tenha conquistado muito, deixa claro: “a história… ainda está a ser escrita.”
Hoje, ele leva consigo o nome da Polana Caniço “A”, não como peso, mas como bandeira mostrando ao mundo que dos becos mais esquecidos podem sair as vozes mais luminosas.






















