O cantor e ativista K Marques pronunciou-se recentemente sobre as críticas de cidadãos que têm reclamado de vandalismo em suas viaturas durante os protestos que tomaram as ruas nos últimos dias. Em uma mensagem contundente, o artista destacou a importância de respeitar e apoiar os que estão na linha de frente das manifestações.
“Estou a ouvir muita gente a reclamar: ‘Ah, não, porque estão a partir carro, não sei o quê.’ Pessoal, então quer dizer, não tens coragem de estar na linha da frente, não tens coragem de bater de frente com os polícias, mas consegues pegar no carro e sair porque tens um assunto urgente a tratar?”, afirmou.
K Marques enfatizou que, diante da atual situação social, é fundamental que as pessoas ajustem suas agendas e comportamentos para não atrapalharem os objetivos dos manifestantes. Ele sugeriu que os cidadãos evitem circular em horários de pico e reconsiderem a necessidade de estarem nas ruas. “Sai às 4h, organiza a tua agenda de acordo com a situação atual. Não faz sentido querer atrapalhar uma coisa que não queres ajudar. Se não queres ajudar, não atrapalha, fica em casa”, reforçou.
A declaração do artista gerou debates nas redes sociais, com opiniões divididas. Alguns apoiaram sua visão, argumentando que as manifestações são uma luta coletiva por direitos e mudanças estruturais. Outros, porém, criticaram o tom da mensagem, considerando que ela desconsidera a dificuldade de muitas pessoas que precisam circular para questões de trabalho, saúde ou outros compromissos inadiáveis.
K Marques, conhecido por seu engajamento em questões sociais, destacou ainda a necessidade de solidariedade e respeito aos manifestantes que “estão a dar a vida por isso”. Ele pediu maior compreensão do contexto e responsabilidade individual para evitar conflitos desnecessários.
Este pronunciamento surge em um momento em que os protestos têm se intensificado em várias cidades, acompanhados por confrontos com a polícia e relatos de vandalismo. A fala do artista reforça a polarização de opiniões e a urgência de um diálogo equilibrado sobre as causas e consequências das manifestações.





















