Gerson Langa desafia o frio e a chuva para manter vivo seu ofício de estátua humana nas ruas de Maputo

Em um dia chuvoso e de baixa temperatura, enquanto muitos evitavam sair de casa, o artista Gerson Langa, conhecido nas ruas de Maputo como a “estátua humana,” ocupou seu lugar habitual nas principais avenidas da cidade. Mesmo sob as condições adversas do clima, Langa seguiu com sua rotina, executando a arte que lhe serve como sustento e ganha-pão.

A arte da estátua humana, em que Langa se destaca, é feita de imobilidade, precisão e paciência. Por longos períodos, ele permanece em uma posição fixa, sem se mover, em uma imitação quase perfeita de uma estátua. Os transeuntes que apreciam sua performance contribuem como podem, em reconhecimento à dedicação e ao talento do artista.

Para Gerson Langa, o frio e a chuva não são obstáculos que o afastam de seu compromisso com a arte e com sua sobrevivência. Para muitos que circulam pelas avenidas de Maputo, sua presença já é uma marca da cidade, um lembrete do esforço e resiliência de artistas urbanos que, apesar das dificuldades, encontram maneiras de trazer beleza e cultura ao cotidiano.

O público, formado por trabalhadores, estudantes e outros passantes, observa Langa como uma figura que não apenas oferece entretenimento, mas que também personifica a coragem e persistência necessárias para fazer arte nas ruas. Seja sob o sol ou sob a chuva, a estátua humana segue firme, trazendo um pouco de encanto e inspiração para o cenário urbano.

 

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